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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ZICO


A série “Brasil Afora”, do site globoesporte.com, traz matéria especial sobre o time do Plácido de Castro, mais especificamente sobre seu artilheiro de nome famoso, Zico.
Leia na íntegra:
Camisa 10 e com faro de artilheiro, Zico comanda o Tigre de Abunã rumo ao título. Não, não estamos falando da volta aos campos do maior ídolo da história do Flamengo. É que lá no Norte do Brasil há um homônimo do Galinho de Quintino que faz sucesso no Plácido de Castro, clube que se tornou profissional há apenas quatro anos, foi vice-campeão do Acre em 2011 e faz boa campanha na Série D do Brasileirão.
Zico, o de Plácido, é Edivaldo Neri da Silva - por coincidência, xará de Dida, outro ídolo do Fla - e do Zico original -, nos anos 50 e 60. Tem 36 anos, já se ausentou de um jogo na Série D por conta de uma lesão no joelho esquerdo, mas garante que a aposentadoria está longe. Artilheiro do Campeonato Acreano em 2008, ele fez oito gols em 2011, apenas três a menos que os artilheiros Jô e Nilton Goiano. Motivação para continuar nos gramados é o que não falta.
- A gente vê que o pessoal hoje em dia cansa rápido, rapaz. Não tenho uma data predefinida, não. Ano que vem, jogo tranquilo. Faço isso mais para ajudar o município - disse.
E faz mesmo. Zico tem emprego fixo na Secretaria de Obras do município, que tem o mesmo nome do time. Ele é eletricista e joga no time para dar mais experiência à equipe. Poderia aceitar propostas de outras equipes da região, mas prefere ficar na cidade onde nasceu.
Zico faz o que pode para ajudar. Mas, com nome de um craque do futebol brasileiro, muitas vezes passa por cobranças indevidas dentro de campo.
- Às vezes fica até chato, fazem comparação. Querem ver em campo o Zico, né? Mas nada que atrapalhasse de verdade até hoje.
O apelido veio quando Zico era mais novo. Um instrutor de colônia de férias disse que ele lembrava o jogador do Flamengo jogando futebol. Só que o posicionamento em campo sempre foi diferente. Zico, o menos famoso, nasceu e cresceu centroavante, embora também vestisse a 10, como o xará.
- Assim como todos os atacantes da minha época, eu me espelhava mesmo era no Romário. Era um cara de área, assim como eu - justificou, deixando claro que é rubro-negro e que Zico também é seu ídolo.

Série D, de dureza

Para ser o Romário do Plácido de Castro, Zico passa por poucas e boas. Para enfrentar o Vila Aurora-MT, pela segunda rodada da Série D, o Plácido, entre trechos de ônibus e avião, levou 11 horas para chegar a Rondonópolis. Pela distância e dificuldade em encontrar voos, a delegação teve que ficar cinco dias em Mato Grosso. Foram R$ 35 mil de gastos em apenas uma rodada para um clube que tem folha salarial de R$ 65 mil e treina em um campo de um vilarejo onde moram cerca de 20 famílias.
No caminho entre Rondonópolis e Cuiabá, na volta, uma recompensa: paradinha no município de Jaciara para um banho na Cachoeira da Fumaça, algo inédito para muitos dos jogadores.
- A maioria nunca tinha ido a uma cachoeira, não conhecia. Foi um momento muito legal - recordou o diretor de futebol, Beto Faustino, um dos responsáveis por coordenar toda a delegação.
Na semana retrasada, outra via-crúcis. O Plácido de Castro viajou para Rio Preto da Eva, no Amazonas. Era o meio do caminho entre Itacoatiara e Manaus, onde o time tinha dois jogos, contra o Penarol e o Nacional. Para evitar gastos, a diretoria decidiu ficar mais de uma semana no estado vizinho.
No primeiro jogo, derrota por 2 a 0 para o Penarol, pela quinta rodada. No segundo, outra derrota por 2 a 0, desta vez para o Nacional, na sexta. O Plácido, então líder, caiu para terceiro lugar, com sete pontos ganhos, três a menos que o Penarol e dois atrás do Cuiabá. Apenas os dois melhores passam de fase.
Zico, com a tal lesão no joelho, só entrou no segundo tempo dos dois jogos e não conseguiu evitar as derrotas. Vai voltar aos poucos e, quem sabe, ajudar o time a conquistar a sonhada vaga para a Terceirona. Dos três jogos que faltam para o time acreano, dois são em casa.
- O time sempre acreditou, só que o pessoal aqui da região estava meio desacreditado. Mas, pelo que vi até agora, acho que vamos conseguir. Depois desta fase de grupos, só precisamos de mais dois mata-matas para chegar à Série C. Acredito que o time está bem encaminhado - disse Zico.

globoesporte.com

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